O dia que os alemães aprenderam a sambar.



Um, dois, três, sete.

E foi assim, o dia mais trágico do futebol.

Com sete gols levados no mesmo jogo.

No dia 8 de julho de 2014, vimos à história ser escrita em mais uma copa do mundo.
Porém, diferentemente de 58, 62, 70, 94 e 2002 as lagrimas não vieram tomadas pelo sentimento de alegria.

Todos sabiam que a seleção alemã era considerada uma das grandes favoritas para ganhar o torneio aqui em solo brasileiro. E não era por menos. Um grande time, com um ótimo treinador e a humildade ao seu favor.

Ao contrário da nossa seleção. Que nada humilde nas palavras de Carlos Alberto Parreira, a época coordenador técnico do time de Felipão, onde afirmou antes da copa que já teríamos uma mão colocada sobre a taça. Arrogância de um pensamento arcaico.

Nesses 365 dias que vimos a maior derrota da nossa seleção, o que se pergunta é se algo mudou. Qual o legado da copa? Não é preciso ser um especialista pra afirmar, nada mudou.

Os estádios quase nenhum aproveitados, o campeonato brasileiro, nivelado para baixo, os jogadores ganhando seus milhões, e nós, torcedores, sofrendo por mais uma saída de uma Copa América para nossos vizinhos paraguaios.

Nem falo nada sobre o nosso treinador, a escolha dele após a copa aqui no Brasil por si só já é um fato negativo.

O que se espera na realidade, é uma reforma esportiva que comece no topo para ajustar a base. A mudança de mentalidade e filosofia de trabalho em todos os núcleos do nosso futebol. E que a arrogância dos que ainda acham que as cinco estrelas brilham em nosso peito, caia.

7-1, um dia para não se comemorar. 


Avante Brasil, avante Resenha!
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