Mais um técnico que fica pouco tempo no comando de um time brasileiro e não aguenta a pressão cultural, de torcedores e da diretoria e acaba sendo demitido ou pede demissão. Um exemplo é Osório, ex-técnico do São Paulo. Mas ele não é o primeiro e único exemplo do futebol, brasileiro a cair por esses tipos de problemas, muito pelo contrário, o que mais tem hoje no Brasileirão (principalmente nessa edição de 2015) é demissão de técnico.
Comandantes que não pertencem a esse país naturalmente sempre encontram dificuldade para executarem seu trabalho de uma forma profissional, tranquila e longa, poucos conseguiram fazer esse “milagre”. O porquê disso tudo? É simples, além do corporativismo, também pode incluir alguns conflitos culturais, como dificuldades com o idioma, e a falta de profissionalismo que ainda persiste por essas terras. Ou, porque não, um melhor acolhimento dos clubes para que facilitasse o trabalho e preparasse para a nova jornada. A falta de profissionalismo do futebol brasileiro atrapalha bastante a aventura dos técnicos estrangeiros por aqui. A paciência dos dirigentes já é limitada com os treinadores que eles conhecem, imaginem com desconhecidos. Adicionado uma pitada de corporativismo e alguns punhados de desconfiança à receita, os gringos precisam de resultados mais do que imediatos para não serem demitidos.
Vivemos em mundo totalmente globalizado, e o futebol está muito envolvido nisso, inclusive os técnicos, porém, aparentemente, o Brasil estacionou no tempo e não consegue se beneficiar dessa oportunidade. Com uma cultura muito estabilizada, de que “temos nossos técnicos e não precisamos de estrangeiros para ensinar futebol” o país vai se apequenando aos poucos. Ao invés de progredir, estamos regredindo. Não que eles realmente fossem revolucionar todo o futebol nacional, mas talvez apresentassem uma filosofia diferente, com um olhar diferente e que ajudasse a levantar o Brasil.
Mas sofremos desse veneno também. Vanderlei Luxemburgo e Luis Felipe Scolari, o Felipão, são os maiores exemplos desse problema. O primeiro foi para o galáctico Real Madrid e não durou nem uma temporada e foi demitido, apesar do elenco estar recheado de brasileiros que pudessem facilitar o trabalho do “pofexô”. O outro foi comandar o Chelsea da Inglaterra e saiu chutado e pisado pelos pilares daquele time. Não tiveram tempo para apresentar o que sabem, e o Brasil faz o mesmo os gringos. É uma troca de gentileza que não tem fim.
Técnicos brasileiros cansados da mesmice do futebol nacional, enquanto estão desempregados, vão estudar fora e aprender com os principais managers do mercado internacional. É uma forma de revolucionar a filosofia implantada de outras gerações.
Já está mais do que na hora que aprendermos com quem sabe, ou procura saber. Muitos clubes já perderam grandes técnicos por problemas que pudessem ser resolvidos com calma, mas como tudo é muito rápido e com a necessidade de resultados, eles acabam sendo demitidos e preferem outros países que serão melhores recebidos.
Futebol brasileiro não sabe o que é técnico estrangeiro!
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