No futebol, temos um gíria chamado “Dança das cadeiras”. Ela
se deve ao fato de um treinador sair do comando de uma equipe. Seja mandado
embora pela diretoria, seja a pedido do mesmo ou até mesmo uma troca clássica
entre um técnico por outro.
Razões para tais demissões em massa? Alguns motivos: Resultados
ruins, insatisfação da diretoria com a metodologia de trabalho, pressão externa
(seja ela de jornalistas ou de torcida. Principalmente pela torcida). Uma
tentativa louca de se criar algo novo, não sei, pode pensar ai você um motivo
qualquer que ele certamente já foi usado pra demitir um técnico nessa vida.
Agora, quero dar um relato mais do que recente antes de
entrar no ponto especifico que quero chegar.
Hoje, foi a minha primeira entrevista coletiva como aluno de
jornalismo ao lado de um grande amigo. E nela, foi feita a apresentação do novo-velho
técnico do Grêmio Audax Osasco, Fernando Diniz. E nessa coletiva, Diniz que
outrora foi técnico do Paraná Clube na série B em 2015, falou uma palavra que
me chamou sobre a demissão dele do time Paranaense.
O agora técnico do Audax, disse que a diretoria do clube do
Paraná foi amadora com ele e que havia se sentido traído pelos dirigentes do
time.
Isso me chamou atenção, pois fiquei imaginando o quão chato,
constrangedor deve ser você ser mandado embora só pra criar um “fato novo”
dentro do clube (sim, estou falando de Doriva agora). Não só isso. Ali, existe
um profissional que sofre pela má administração de seus superiores – os soberbos
dirigentes – que sempre após a queda de um técnico, vem com um discurso
simplista, repetitivo e pífio. Nada de novo. Sempre aquele “O treinador não
estava dando resultado”. “Infelizmente não pudemos continuar o trabalho com o
professor X”. Cara, na boa, se um dirigente contrata errado, não seria o ideal
ele se demitir antes de colocar a culpa em um “subordinado”?
O caso do Doriva foi mais um dos absurdos de uma gestão esportiva
que só pensa em si. Um mês no cargo, faltando cinco (CINCO) rodadas para o fim
do torneio, e o cara é demitido? Tá se discute muito que o Doriva errou ou não em
largar a Ponte Preta quem vinha (vem) em ascensão no Brasileirão para assumir o
São Paulo. Só que isso não muda o fato que erraram como ele. Assim como erram
com Diniz, Guto Ferreira, Cristovão Borges, Marcelo Oliveira, dentre outros.
Bom, é de conhecimento geral que isso não mudará tão cedo. A
insatisfação com técnicos nunca foram tão explicitas. Porém, paremos pra pensar
um só momento e vamos enxergar que o erro primário, não vem do “professor”, mas
dos patamares mais altos de seus clubes. Está na hora de dar um basta nesse vício de achar que o treinador está sempre errado.
As cadeiras se cansam de tanto dançar.
Reviewed by Don Guilherme
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