Um grande dia a todos, Recordar é Viver!
JOGO DE TACO
Antes de qualquer coisa, meus sinceros agradecimentos aos “monstros” da resenharia, que me ofertaram a oportunidade de fazer parte desta galera!
Com este espírito suave de gratidão e parceria, quero fazer uma viagem no tempo e escrever um pouco sobre um “esporte diversão” e quem sabe nos remeter a nossa infância.
Você se lembra da mamãe ou do papai gritando para entramos em casa, as brigas e disputas realizadas com a mais pura inocência de uma criança. Os dedos lascados nas guias e nos asfaltos, as vidraças quebradas e a ardência da água de torneira caindo sobre o machucado, pois é, vamos relembrar e falar um pouco da nossa infância e dos jogos de TACO.
Nas ruas do bairro em que cresci, não tínhamos nem idéia das teorias que diziam que o TACO foi criado por jangadeiros no Brasil no século XVIII, ou que foi criado pelos Ingleses em suas longas viagens nos porões dos navios, ou que o jogo é originário e descendente do críquete. Ou que em Curitiba, como diria o grande companheiro de faculdade Danilo, o nome era BETES.
Com todo o respeito aos estudiosos e as teorias, neste texto o que importa é recordar o tempo de criança!
O TACO, na verdade era qualquer pedaço de madeira ou um cabo velho de vassoura. O ALVO poderia ser uma garrafa plástica, um chinelo, uma latinha ou três pedacinhos de madeira apoiados em forma de triangulo. A BOLA, era uma pequena bola de borracha, ou o luxo de uma bola velhinha de tênis. E claro, 4 crianças nas duplas e mais umas 10 ou 12 no chamado “próximo”.
O campo era na rua mesmo, com uma medida que era realizada pelos portões das casas, os mais velhos diziam 20 metros, nos dizíamos, o portão do velho Chico mais o portão da Maria.
Os equipamentos de segurança? Nem pensar, não tinha nada a não ser a vontade louca de ser feliz e brincar sem hora para entrar ou até a bolinha sumir, sim sumir, perdida em alguma casa, pois se caia no bueiro logo elegíamos um fortão para levantar a boca e um corajoso para enfiar a mão!
Mas vamos lá, o jogo é jogado por duas duplas sendo que uma detém os tacos (rebatedores) e a outra a bola ( lançadores). Cada rebatedor fica posicionado perto de um alvo, com o taco sempre tocando o chão dentro da base (esta posição é chamada de "taco no chão"). Os lançadores ficam atrás das bases. Eles podem entrar nesse espaço para pegar a bola, mas os lançamentos são sempre efetuados de trás da linha da base de seu lado.
A dupla de lançadores tem por objetivo derrubar o alvo do lado oposto do campo. Conseguindo, alternam-se os papéis, os lançadores viram rebatedores (conquistando a oportunidade de possivelmente pontuar) e os rebatedores viram lançadores.
A dupla de rebatedores procura defender o alvo, rebatendo, se possível, a bola o mais longe que puder para marcar pontos. Durante o tempo em que a dupla adversária corre atrás da bola, a dupla de rebatedores pode ficar alternando de lado no campo, sempre batendo os tacos no meio da quadra e sempre encostando o taco na circunferência da casinha, validando o ponto, salvo quando a bolinha se perdia em alguma casa, ai só vale uma cruzada.
Se os lançadores derrubarem o alvo ou "queimarem" os rebatedores (ou seja, acertá-los com a bola antes de estarem de "taco no chão" em suas casinhas), esta dupla ganha os tacos.
Você pode trocar de taco ou de lugar desde que peça licença para realizar essas ações.
Quando a bola tocar no taco e ela for para trás é contado "uma para trás". Caso isso ocorra três vezes seguida, perde-se a posse dos tacos.
Se a dupla estiver com duas para trás, por exemplo, e marcar pontos, são descontadas as vezes que a bolinha foi para trás.
Quando o jogador pegar a bola no alto sem ela quicar no chão, os adversários perdem o taco ou perdem o jogo (dependendo das regras combinadas).
Se a bolinha for rebatida e não passar da casinha do outro rebatedor, ou seja, ficar entre as duas casinhas os lançadores podem pedir "reta" ou "tudo": O que arremessou a bola pode pegar a bolinha e arremessar de onde ela parou. Se antes disso o rebatedor pedir "nada", o arremessador terá que pegar a bola e voltar para trás da base e lançar a bola normalmente.
O jogo acaba quando uma das duplas conseguirem marcar um determinado número de pontos, e cruzar os tacos no meio do campo.
E o mais importante era a regra da parada, ela só era obedecida quando duas pessoas passavam pelo campo, fora isso o jogo sempre continuava, não importava se alguém se machucasse, ou se o carro passava, ou se o taco quebrava, ou a chuva, o vento, nada, nada parava o jogo, a não ser quando duas pessoas passavam. Curioso? É só lembrar, o jogo parava quando?
1) Quando a mãe de algum jogador passava!
2) Quando a menina mais bonita da rua saia de dentro de casa!
André Avelino Calvi
Recordar é Viver! JOGO DE TACO
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