Em 2009 eu começava a entender o que era futebol. Comecei a gostar vendo Zé Roberto jogar (tinha saído do Santos a pouco mais de um ano), Robinho, Kaká, Ronaldo, Adriano... Minha mãe era evangélica, meu pai, nem evangélico, nem católico, nem ateu, nem nada. Eu, ainda criança, seguia a religião de quem me guiava. Minha mãe.
Na época, o Santos vinha de um ano ruim, um 2008 tenebroso. Não caiu por pouco. Mas eu via naquele clube algo que me chamava atenção. Eu já era santista. Assumi o amor pelo clube ainda em 2002 muito por conta do Robinho, mas nada que me motivasse muito. Eu era novo, pouco entendia. Mas eu já gostava do clube. Sempre gostei do hino e da forma que eles jogavam. Por sorte, em 2009 comecei abraçar o time.
Em quase todas as igrejas é comum fazer um "carta de pedidos" para Deus no começo do ano. Eu, como seguia - e sigo - a religião de minha mãe, escrevi a minha. Me lembro como se fosse hoje. Minha mãe achou minha carta no meu quarto. Lá, em primeiro lugar, o pedido: Quero que o Santos seja campeão. Minha mãe achou engraçado e disse para levar as coisas de Deus a sério. Qual é mãe? Mais sério que o Santos ser campeão? Que mundo você vive?
Naquele ano, vi meu time perder para o Corinthians por "culpa" de um tal de Ronaldo. Fiquei triste, chorei. Minha mãe ficou brava, me disse que não deixaria mais eu assistir futebol e blá blá blá. Hoje, sou eu quem penso: que mundo eu vivia? Acho graça ao relembrar.
Já vi o Santos ganhar libertadores, brasileirão, copa do brasil, diversos paulistas, recopa... Vi Neymar fazer o gol mais bonito do mundo de 2011, vi Robinho dar 8 pedaladas, vi eliminar o rival por 7 vezes seguidas... Vi muita coisa. O Santos não deve nada pra ninguém. Uma coisa que nunca vi: o meu time jogar a série B.
O Santos era taxado como candidato a descer. Era incomodo pra mim todo ano em janeiro ver os jornais estampando que o Santos estava prestes a cair. Era incomodo ouvir rivais dizendo que depois que Giovanni/Robinho/Neymar forem embora, o Santos vai acabar. Era incomodo ver os rivais sendo sendo favoritos e nós não. Era muito incomodo. Nesse ano mais uma vez duvidaram da força do Alvinegro. Só que o futebol é decidido no campo, e mais uma vez provamos que descer não é com a gente. Ganhamos campeonato paulista, chegamos a final da copa do brasil, e nos reerguemos com a volta do Dorival, com os gols de Ricardo Oliveira e as belas jogadas do Lucas Lima. Se depender de mim, daqui em diante nem me preocupo mais com os jornais prevendo o futuro, falando que o Santos vai cair.
O incomodo já não existe mais.
Valeu, Santos!
Na época, o Santos vinha de um ano ruim, um 2008 tenebroso. Não caiu por pouco. Mas eu via naquele clube algo que me chamava atenção. Eu já era santista. Assumi o amor pelo clube ainda em 2002 muito por conta do Robinho, mas nada que me motivasse muito. Eu era novo, pouco entendia. Mas eu já gostava do clube. Sempre gostei do hino e da forma que eles jogavam. Por sorte, em 2009 comecei abraçar o time.
Em quase todas as igrejas é comum fazer um "carta de pedidos" para Deus no começo do ano. Eu, como seguia - e sigo - a religião de minha mãe, escrevi a minha. Me lembro como se fosse hoje. Minha mãe achou minha carta no meu quarto. Lá, em primeiro lugar, o pedido: Quero que o Santos seja campeão. Minha mãe achou engraçado e disse para levar as coisas de Deus a sério. Qual é mãe? Mais sério que o Santos ser campeão? Que mundo você vive?
Naquele ano, vi meu time perder para o Corinthians por "culpa" de um tal de Ronaldo. Fiquei triste, chorei. Minha mãe ficou brava, me disse que não deixaria mais eu assistir futebol e blá blá blá. Hoje, sou eu quem penso: que mundo eu vivia? Acho graça ao relembrar.
Já vi o Santos ganhar libertadores, brasileirão, copa do brasil, diversos paulistas, recopa... Vi Neymar fazer o gol mais bonito do mundo de 2011, vi Robinho dar 8 pedaladas, vi eliminar o rival por 7 vezes seguidas... Vi muita coisa. O Santos não deve nada pra ninguém. Uma coisa que nunca vi: o meu time jogar a série B.
O Santos era taxado como candidato a descer. Era incomodo pra mim todo ano em janeiro ver os jornais estampando que o Santos estava prestes a cair. Era incomodo ouvir rivais dizendo que depois que Giovanni/Robinho/Neymar forem embora, o Santos vai acabar. Era incomodo ver os rivais sendo sendo favoritos e nós não. Era muito incomodo. Nesse ano mais uma vez duvidaram da força do Alvinegro. Só que o futebol é decidido no campo, e mais uma vez provamos que descer não é com a gente. Ganhamos campeonato paulista, chegamos a final da copa do brasil, e nos reerguemos com a volta do Dorival, com os gols de Ricardo Oliveira e as belas jogadas do Lucas Lima. Se depender de mim, daqui em diante nem me preocupo mais com os jornais prevendo o futuro, falando que o Santos vai cair.
O incomodo já não existe mais.
Valeu, Santos!
Minha fé e o Santos
Reviewed by Guilherme C Lesnok
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