Se
tem uma coisa que o mundo gosta e se fanatiza, essa coisa é o futebol. Mas há
muito tempo o esporte virou negócio, consequentemente, um ciclo financeiro que
constrói a dependência de um clube, caso contrário a falência se torna real.
Onde um dia pensamos que o futebol seria a solução pra tudo e com liberdade de
expressão, hoje se torna censurado e comandado por grandes centros financeiros.
Aproveitando
a necessidade de reformas para a Copa do Mundo, os estádios foram
reestruturados e com isso foi criado um tipo de negócio específico que
trouxesse um retorno financeiro depois do Mundial, os Naming Rights. Mas vou
explicar o que é esse negócio. Naming Rights é uma prática que está crescendo
muito no Brasil, seja na nomeação de casas de espetáculos, que já saem na
construção com o nome de uma determinada empresa ou marca, ou no ato de
renomear lugares já construídos e com grande público. Um exemplo foram os
estádios da Arena Pernambuco e a Fonte Nova, na Bahia, que a Cervejaria
Itaipava adquiriu. O objetivo desse novo mercado é dar uma ampla exposição para
marca que, consequentemente, colonizará os meios de comunicação e a mente do
público, demandando uma relação maior com os grandes meios midiáticos formais e
tradicionais que comandam o futebol (TV Globo). E é aí que temos a
possibilidade de manipulação do que vai ou não aparecer como propaganda nos
estádios.
Na
primeira rodada do Brasileirão 2015, a TV Globo censurou
o Naming Rights do Allianz Parque
(estádio do Palmeiras), entretanto
não foi nada relacionada a alguma restrição cultural, mas sim uma clara disputa
comercial, fazendo com que “se quer aparecer na transmissão, tem que me pagar
alguma coisa”. Cada vez mais submisso ao poder da Rede Globo.
Em um mundo em que as tradições históricas
estão cada vez mais extintas, o tal do futebol não demonstra resistência nesse
paradigma. Muito longe disso. Ele deixa aberturas para que qualquer ação de
terceiros passe a ocupar o que antes fazia parte da cultura, da história, da
tradição. Nesse mesmo mundo, com os clubes atolados nas dividas, com milhares de
processos trabalhistas e com altos salários, acordos com patrocinadores parece
ser a luz no fim do túnel para todos, evitando a falência. Logo CBF e Globo
aproveitam a situação, forçam essa ação e não percebem que estão destruindo o
esporte aos poucos. Mas onde tudo é dinheiro, o futebol fica em segundo plano.
É mais
forte sinal da arrogância e do abuso de poder no esporte mais amado do mundo.
Não existe mais lazer, mas sim quem ganha mais dinheiro. Os clubes perderam o
domínio e são reféns de um rápido “zap” exigindo que se tampe aqui ou ali.
A
Libertadores é a próxima luta. O problema que a Conmebol alega, é a proibição da
aparição de patrocinadores que são diferentes dos que apoiam a Libertadores.
Esperamos
uma posição dos clubes para que não deixem o futebol ser ainda mais dominado
por essas instituições, pois se isso acontecer o futuro do futebol brasileiro
pode ser o pior imaginável.
A censura também faz parte do futebol moderno?
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