Vizinhos de muro, mas não de filosofia



De um lado do muro Edgardo Bauza e do outro Marcelo Oliveira, respectivamente técnicos de São Paulo e Palmeiras. Ambos respeitados como profissionais, com grandes conquistas no curriculum e com um problema na zaga. As semelhanças entre os dois neste texto, param por ai. 

Recentemente tanto o Tricolor Paulista quanto o Verdão, tiveram algumas falhas na zaga, por culpa do zagueiro ou não, não vem ao caso. O que chama atenção é a diferença de trabalho dos técnicos para resolver estes problemas. Enquanto um bancou seu defensor o outro sacou o seu e pelo jeito para não o utilizar por um bom tempo. 

Lucão falhou recentemente contra o Corinthians, assim como falhou algumas vezes na temporada passada, inclusive no clássico Majestoso também. A torcida está impaciente e é um momento muito delicado para a carreira do jovem jogador de dezenove anos. Por vezes foi demonstrado pelo próprio elenco são-paulino que Lucão fica isolado quando erra, como demonstrado por Ganso na temporada passada e por Denis no último clássico disputado em Itaquera. 

É ai que entra Edgardo Bauza na história. O treinador teve uma conversa com o jovem defensor e tricolor e o bancou no time mesmo com a torcida, em sua maioria, estando contra a permanência dele como titular. Claramente demonstrando que está ao lado de seu jogador para o que der e vier. Isso pode parecer pouco, mas ajudará o menino a ter confiança em si mesmo e no treinador.

Do outro lado do muro temos Leandro Almeida, um pouco mais experiente que Lucão, zagueiro alviverde desde o ano de 2015. Vale ressaltar que o defensor chegou a pedido de Marcelo Oliveira que na época via qualidades no jogador... Na época... 

Após falhar contra o São Bento, o treinador do Palmeiras sacou Leandro Almeida antes mesmo de chegar aos vestiários após o jogo. Disse aos jornalistas que o zagueiro estava barrado. Isso se confirma após a lista de inscritos do Verdão para a disputa da Libertadores sem o defensor. Ao contrário do que aconteceu no caso de Lucão, faltou uma boa conversa interna e uma atitude diferente da tomada. Isso não se faz. É queimar o jogador na cara dura, sem nem disfarçar. 

Ambos os zagueiros jogam em dois times grandes do Brasil e a cobrança irá existir independente da idade, mas isso deve ocorrer do vestiário pra dentro e não na frente das câmeras. As atitudes do treinador reflete no time em campo. Se passa confiança para um, passa para todos... Do contrário não terá confiança alguma. Os treinadores, tão próximos em distância, só dividem o mesmo muro. Quanto a filosofia... Quilômetros os separam.

  
Vizinhos de muro, mas não de filosofia Vizinhos de muro, mas não de filosofia Reviewed by Bruno Cassiano on 18:25:00 Rating: 5

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