Foto: Lance!
Na
última quarta-feira, Atlético Mineiro e São Paulo se enfrentaram por uma vaga
na semifinal da Copa Libertadores da América. O resultado todo mundo sabe, 2 a
1 para o Galo, mas a classificação ficou com o time paulista. Porém além de ser
eliminado, o alvinegro mineiro também perdeu seu técnico. Foi falado que
Aguirre pediu demissão, mas há quem diga que foi o clube que o demitiu.
Caro
leitor, como que um clube profissional demite um treinador com menos de 5 meses
de trabalho? Como que querem criar uma equipe competitiva se não dão o tempo
necessário para o desenvolvimento e entrosamento dos jogadores? O Atlético-MG e
o Palmeiras são os grandes exemplos para esse tema. O time alviverde saiu de um
2014 desastroso, quase rebaixado e então Paulo Nobre resolveu investir na
equipe. Conseguiu trazer um bom técnico, Osvaldo de Oliveira, e trouxe muitos
jogadores para o time. Começou tudo do zero. Era falado no começo de 2015 que
Osvaldo teria tempo para montar a equipe e teria total confiança da diretoria,
porém foi passado 6 meses, com uma ótima campanha no Paulistão, perdendo para o
Santos na final, e o treinador estava na rua. Como pode isso? Culturalmente
isso é normal.
No
futebol brasileiro estamos acostumados a ver esse tipo de coisa, sempre no
começo do ano ou de algum campeonato os técnicos correm muitos riscos. Em muitos
anos o Campeonato Brasileiro batia recorde de demissões nas primeiras rodadas,
SIM, PRIMEIRAS RODADAS, em um torneio com 38. Trouxeram o Marcelo de Oliveira,
naquela época era bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, tinha muita moral
nacionalmente. Marcelo chegou fez um campeonato razoável, mas conseguiu o
tÃtulo da Copa do Brasil, já estando ameaçado. Começa 2016 com a diretoria
palmeirense montando todo o planejamento com o mesmo técnico, trazendo poucos
jogadores, mas em posições desnecessárias e com a confiança no cargo. Com
inicio fraco na Libertadores, o técnico não aguentou e foi embora.
Culturalmente normal. Planejamento nota 10.
Agora
o Atlético Mineiro, foi vice-campeão brasileiro em 2015, fez grandes
contratações, manteve a base, candidato a tudo que disputasse. Levir Culpi era
o técnico da equipe até o fim do ano passado, mas sem saber o porquê, foi
demitido para a chegada de Aguirre. Apesar de falar algumas coisas a mais
quando concedia entrevista, Levir foi muito bem com o time do Galo, brigou até o
fim do campeonato com o Corinthians para disputa do tÃtulo, mas não quiseram
continuar com seu trabalho ali dentro.
Aguirre
chegou em 2016 com status de semifinalista da Libertadores em 2015 com o
Internacional, era o que ele carregava na sua mala. O começo só foi festa,
ganhou a Flórica Cup (Super motivacional pra temporada), foi bem no Estadual,
mas caiu na Primeira Liga. Até aà normal. Perdeu a final do mineiro para o
América-Mg e anteontem foi eliminado na Libertadores pelo São Paulo, tendo
feito uma grande campanha na fase de grupos até o mata-mata.
Mas
a verdade é que, atualmente há uma preferência muito maior em mandar embora um treinador, do que 10
jogadores que não fizeram o seu papel de jogador dentro de campo. Aliás, alguém
deveria aprender com as grandes equipes da Europa. Grandes times foram criados
com tempo, não com apenas 5 ou 6 meses de trabalho. Parabéns aos envolvidos pelo planejamento!
Os treinadores no Brasil sofrem pela cultura do futebol
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