Movimentação. Esse foi o destaque nos primeiros dez minutos
de Danubio e Corinthians.
A partida válida pela terceira rodada do grupo dois da
Libertadores começou corrida. O Corinthians com a volta de Renato Augusto, não
conseguia articular uma forte marcação na saída de bola do time adversário,
como é de costume o time brasileiro fazer. Elias, como sempre, se movimentando
fazendo o papel de distribuição para os companheiros da frente. Muito pouco
efetivo nos primeiros quinze primeiros minutos.
O único ponto negativo no início de jogo defensivamente era
Fagner. O jogador corintiano sofria, pouco, com decidas dos uruguaios.
Tite pedia aproximação de Emerson Sheik e Paolo Guerrero.
Ambos inclusive voltaram para essa partida. Paolo voltando de suspensão que o
tirou de três jogos pós Once Caldas e Sheik por opção do treinador.
O time paulista atacou aos 20’ em jogada de Jadson que
enfiou Sheik que por sua vez chutou mal para fácil defesa do goleiro Torgnascioli.
Velásquez o jogador mais arisco do Danubio descia com
frequência e causava perigo em cima do Uendel.
Apesar de ser superior tecnicamente, o time do Corinthians
não conseguia transformar volume de jogo em chances claras de gol. Muito pela eficiência
da zaga uruguaia.
Corinthians chegou perigosamente aos 27’ em chute de Emerson
que passou perto da trave esquerda. E aos trinta o Danubio respondeu com
Fornaroli em seguida. A bola passou pelo canto direito de Cássio.
Defensivamente o
Corinthians se acertou durante o primeiro tempo. Renato e Jadson fizeram uma recomposição
de forma quase perfeita como preza o técnico alvinegro. Aos 39, o lance mais
polêmico do jogo.
Paolo Guerrero foi puxado dentro da grande por Cristian
González, e o árbitro nada deu. Logo em seguida a primeira alteração do jogo.
Saia o camisa 17 Velásquez para a entrada do atacante Graví.
E assim a tônica do
primeiro tempo foi escrita. Muita movimentação, poucas chances de gol e jogo
travado no meio de campo.
No início do segundo tempo, o Corinthians voltou com mais
participação de Jadson que dos três armadores, foi o que participou menos na
primeira etapa. Mesmo assim, o time de Parque São Jorge mantinha os mesmos
erros, os passes errados.
Precisando da vitória, o time de Montevidéu se lançou ao
ataque. E com a saída do lateral Velásquez, o papel de armador ficou com Marcelo
Tabárez, ligeiro e bom de drible. Porém aos 15’ Tabárez saiu para entrada de
Ignácio González.
Aos 16’ pênalti para o Corinthians em cima de Elias. Renato
Augusto foi pra batida e isolou.
Aos 25’ enfim o gol. Em cruzamento de Fagner, Paolo Guerrero
pegou de primeira, deixando o Corinthians praticamente nas oitavas de final.
Danilo entrou logo após o gol no lugar de Renato Augusto. E no lado Uruguaio,
Gonzalo Barreto substituiu Milesi.
Jorge Graví em entrada dura sobre Paolo levou cartão aos 33’.
E na cobrança de falta de Jadson, Felipe subiu mais que a defesa do Danubio e
ampliou o placar, deixando o time mais tranquilo jogando fora de casa.
O time brasileiro se soltou de vez. Em dois lances o Corinthians
quase o terceiro e quarto gol. Paolo roubou a bola do zagueiro e saiu sozinho
na cara do goleiro, perdeu. Em recuperação Elias ganhou um escanteio que Danilo
subiu de cabeça quase guardando na rede. Danilo entrou e deu nova dinâmica para
o time, fazendo triangulações e toques rápidos.
Do segundo gol em diante, o timão tomou conta da partida e
acabando a partida com 2-1 no placar fora de casa. Ignácio González foi o autor
de um belo gol no final do jogo. Deixando uma marca de seis jogos sem tomar gol
do Corinthians para trás.
Os comandados de Tite alcançaram os nove pontos em três
jogos. Em outras palavras, cem por cento de aproveitamento na edição 2015 da
Taça Libertadores da América.
O jogo 100 na história da libertadores será contra o mesmo
Danubio, dessa vez na Arena Corinthians no dia primeiro de abril às 22 horas.
Analíse: Corinthians faz 2-1 no Uruguai e segue invicto.
Reviewed by Don Guilherme
on
22:03:00
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