E no dia 26 de Agosto de 1914 surge o clube, Palestra Itália
pelas mãos de imigrantes italianos que moravam em São Paulo.
O que dizer desse time? Simples, o único time que conseguiu
bater de frente o inigualável Santos de Pelé. Pouco? Talvez, e o que dizer
então quando esse time é considerado o Campeão do Século XX? Não é pouco. Esse
é o Palmeiras!
Mas antes, como dito acima, o gramado acompanhou o Palestra
por diversos campos, nesse período centenário. Gramado futebolístico e
político, que fez com que o Palestra se tornasse a Sociedade Esportiva
Palmeiras, em meados de 1942 devido à segunda guerra mundial e a pressão do
governo brasileiro. E ai, a gloriosa história se fez.
Em meio a tantos títulos, o mais importante da época foi a
Copa Rio de 1951, vencido pelo time brasileiro em cima da Juventus de Turim no
antigo Maracanã. Considero por muito um titulo mundial, e recentemente a FIFA
reconheceu o campeonato como um Mundial de Clubes. No intervalo de 1958 até
1970 (sendo que em 1965 o time do Palmeiras representou o País em um jogo
vencido contra o Uruguai por 3 x 0) fez frente à esquadra de Pelé, Pepe e
Coutinho, considerado o maior time da história do futebol mundial. E tinha que
ser justamente o Palmeiras, do “Divino” Ademir da Guia, o Pelé vestido de
verde. Considerado por muitos torcedores o maior jogador da história do clube.
E de fato, em quesito de números, Ademir vestiu o manto verde por novecentos
jogos, e é o recordista de títulos, são onze ao total.
Falando nele, qual torcedor não se lembra da escalação da
saudosa “Academia de Futebol”? Se não lembram; Leão, Valdir de Moraes no gol.
Djalma Dias, Luís Pereira e Valdemar Carabina na zaga. Djalma Santos, Eurico,
Ferrari e Geraldo Scotto fechando a zaga pelas laterais. O Divino Ademir,
Chinesinho, Zequinha, Dudu, Leivinha e Tupãzinho no meio de campo. No ataque, a
lenda César Maluco, Edu Bala, Fedato, Julinho Botelho, Servílio, Nei e Vavá.
Comando o time, tiveram passagem Filipo Núñez e Osvaldo Brandão. Eis a Academia
que fez torcedores vibrarem por anos.
Eis que então veio a primeira grande caída do Palmeiras, o
jejum de 1976 até 1993. Que teve seu fim, no ano em que eu nasci, e em cima do
seu maior rival, o Corinthians, pela final do campeonato Paulista, no episódio
épico (de muitos) entre as duas equipes. Não sei, mas todo torcedor que conheço diz que
a maior rivalidade do estado de São Paulo é sem sombra de dúvidas Corinthians x
Palmeiras. E, eu não penso diferente. Afinal, o que seria o Corinthians sem a
presença verde em sua história, e até mesmo o outro lado, o que seria o
Palmeiras sem o arquirival? Difícil imaginar rivalidade maior.
E lá se foi um
tabu, Evair e companhia tiraram o Palmeiras de dezesseis anos na fila. E daí para
frente, o Palmeiras só parou de conquistar título em 1999 sobre a batuta de
Felipão o time levou a Libertadores conquistada pela primeira e única vez no
Parque Antártica diante do Deportivo Cali nos pênaltis. Derrotado na final do
Mundial de Clubes, no Japão para o Manchester United no mesmo ano. O Palmeiras
voltou logo a uma à final da Libertadores, um ano depois do primeiro título e foi
derrotado pelo multicampeão Boca Juniors, também nos pênaltis.
A partir daí, nem tudo virou comemoração para o Palmeiras.
Em 2002 em um campeonato conturbado, o time foi pela primeira vez rebaixado
para a série B do campeonato brasileiro. E voltando como campeão no fim do ano
seguinte. Depois disso, apenas dois títulos. O Paulistão de 2008 e a Copa do
Brasil de 2012. E no mesmo ano, a volta para a segunda divisão, novo martírio,
mas a torcida nunca abandonou, cantando e vibrando como reza o hino, o
Palmeiras voltou para o lugar que nunca deveria sair.
Agora, nova realidade, novo campeonato, novo ano, o do
centenário. Começa uma nova vida para o Palmeiras, a vida de um gigante de 100
anos. Que o Palmeiras seja grande e volte a fazer com que seu torcedor sorria
novamente. Que craques, como Edmundo, Evair, Ademir, Leão, César Maluco e
Marcos sejam feitos, muito graças ao time verde. E que a paixão verde não se
acabe!
Diante disso, eu em particular, e em nome de todos da
Resenha na Web, desejamos parabéns para a Sociedade Esportiva Palmeiras e seus
torcedores, pelo seu centenário. Uma data única para um time único.
Parabéns
Palmeiras!
Avante Palmeiras, avante Resenha!
100 Anos do Alviverde Imponente.
Reviewed by Don Guilherme
on
20:44:00
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