#SomosTodosIguais


Esse, caro leitor, é o primeiro Ô Produção que escrevo em tom de seriedade. Peço desculpas desde já sobre as eventuais fugas temáticas que podem acontecer a seguir.

Essa semana aconteceu o jogo entre Grêmio x Santos válido pela Copa do Brasil. O Santos venceu o jogo por 2x0, mas o que macou esse jogo não foi o futebol. Foi o racismo.

Uma parte pequena de “torcedores” do Grêmio lá pelo final do jogo, e com sua equipe perdendo, começou a ofender o goleiro Aranha, do Santos. O jogador Santista, que é negro, foi chamado de macaco e chegou a discutir com os “torcedores”. Por isso o jogo chegou a ser paralisado por 2 minutos pelo árbitro da partida. Apesar da paralisação, o juiz Wilton Pereira Sampaio decidiu continuar o jogo assim mesmo, a pedidos de jogadores do Grêmio. E mais, após a partida o juiz, que também é negro, não relatou em súmula o ocorrido, fazendo apenas um adendo por pressão e repercussão que sua atitude tinha causado. Ai fica a pergunta: Quando isso vai acabar?

A policia não interveio. O delegado da partida não interveio. Os jogadores do Grêmio ridiculamente pediram para o jogo seguir. O juiz se fez de cego e surdo, assim como os assistentes.

Dois torcedores me chamaram a atenção nesse caso. A primeira, ficou até famosa, a torcedora loirinha, branquinha, bonitinha que foi flagrada pela câmera da ESPN dizendo claramente “MA-CA-CO” e o outro, me deixou ainda mais surpreso, um torcedor com a tonalidade de pele mais escura do que a do goleiro Aranha também fazendo parte do coro. A torcedora, que se chama Patricia, perdeu o emprego... E todos estão tratando isso como uma punição justa pelo ato dela. Emprego ela consegue outro, devia mesmo é ser presa uma vez que está na constituição que Racismo é crime. Por essas e outras vemos que na prática as leis funcionam direferente para alguns.

Tenho 20 anos, sou negro e orgulhoso de ser negro. Quando acontece das pessoas serem racistas comigo, mesmo que seja por um olhar, eu não sinto raiva dessa pessoa e nem me sinto envergonhado por causa da minha cor. Eu sinto pena. Eu sinto repulsa. Eu sinto desprezo por essa pessoa, que em um país tão miscigenado quanto o Brasil ainda julga os outros pela cor que elas tem na pele e tem coragem de chamar alguém de macaco por isso.

SOMOS TODOS IGUAIS. Quando alguém nos bate forte dói tanto no “branco” quanto no “preto”. Quando nos magoam as lágrimas caem num rosto de “Negão” e no rosto de um albino. Quando sofremos algum corte a pela negra sangra assim como a pele caucasiana.

Pra finalizar e pra responder a pergunta acima. Isso NUNCA acabará enquanto for tratado com normalidade. NUNCA acabará enquanto a punição for branda. NUNCA acabará enquanto atitudes como a do arbitro e de alguns jogadores do Grêmio forem tomadas para encobrir tais atos.


#FechadoComOAranha #SomosTodosIguais  #DigaNaoAoRacismo 
#SomosTodosIguais #SomosTodosIguais Reviewed by Bruno Cassiano on 13:41:00 Rating: 5

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