O fim da temporada 2014 do futebol brasileiro está próximo.
É válido relembrarmos alguns fatos que marcaram esse ano que em seu geral foi,
especial, emocionante, conturbado e por que não dizer também que foi um ano de
aprendizado? Sim. A seleção da Alemanha nos mostrou que foi diferente do mais
do mesmo, mostrou que a humildade e um trabalho em “família” podem levar um
grupo ao topo do mundo. Mas, falemos da Alemanha e da Copa do Mundo mais a
frente.
A largada para o ano de 2014 foi manchada pelo fim medíocre
da temporada anterior. A história que
envolvia a dupla Fla-Flu e a Portuguesa de Desportos ainda ecoavam sob os
corredores e pela mídia, que discutia o rumo que o até então presidente da
Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin e sua trupe poderiam dar
ao nosso futebol. Mal sabiam eles e nós o caminho errôneo que estávamos prestes
a tomar.
Dentro de campo, os
ameaçados estaduais começaram e tiveram apoio total da CBF que por sua vez
afirmou que os campeonatos regionais são partes fundamentais do calendário futebolístico
brasileiro. De certo, os regionais são interessantes, mas seu formato ainda é questionável
e desfavorece os clubes, entretanto atende ao que chamamos de “organizadores do
nosso futebol” e seus parceiros.
Contudo, os estaduais tiveram sim sua emoção. Surpresas como
na final paulista que teve o Ituano como campeão nos pênaltis contra o Santos;
O Londrina (Campeão) e Maringá (Vice) que desbancaram os favoritos no Paraná e
fizeram uma final que lá era pouco provável. Mas também, tivemos os clássicos
que decidiram boa parte dos estaduais, Brasil a fora. Flamengo x Vasco no Rio,
Internacional e Grêmio no Rio Grande do Sul, Cruzeiro e Atlético em Minas e
Bahia x Vitória na Bahia. Todos clássicos, que raramente fogem a sua exceção
como alguns anos não se faz.
Partimos para a Libertadores.
Eram seis Brasileiros no total. Botafogo, Atlético – MG,
Cruzeiro, Grêmio, Flamengo e Atlético Paranaense. Todos fizeram o seu melhor,
mais o melhor de cada um não foi forte o suficiente. Botafogo com seu time
limitadíssimo ficou na fase de grupo, assim como o Furacão Paranaense que mesmo
com um elenco considerável, não teve forças para prosseguir. Galo que havia
sido o campeão na edição anterior sucumbiu. O Cruzeiro que buscava seu tri na
competição internacional entrou como favorito por ter sido campeão do
Campeonato Brasileiro de 2013, foi embora antes até do que seu rival. Flamengo,
eliminado por um dos times que seriam finalistas o Bolívar da Bolívia, pereceu
diante de seus torcedores. Que sobe vaias e xingamentos desmereceu quem havia
colocado o Flamengo a um lugar que desde 2010 não estava. Um ídolo que entrou
para o Hall de injustiçados no futebol Brasileiro, Andrade. E por fim, Grêmio. O
tricolor Gaúcho era um dos favoritos, estava lá e tinha time para ganhar. Ah,
se não fossem os pênaltis, a história poderia ter sido escrita de forma
diferente. Sobrou o alento para nós brasileiros ao ver os Argentinos levantarem
mais uma taça sul-americana com o San Lorenzo. Permita-me caro leitor (a). Mas
não posso perder a oportunidade de brincar com uma frase do ator Wagner Moura
que na pele do Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite soltou uma celebre
frase que cabe ao momento: “Põe essa na conta do Papá.”.
Assim, terminamos a primeira parte de um resumo do ano no futebol brasileiro. Os próximos assuntos a serem tratados na segunda parte deste artigo será, Copa do Brasil e Copa do Mundo.
Avante Brasil, avante Resenha!
2014 o Ano para guardar na memória; primeira parte.
Reviewed by Don Guilherme
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21:16:00
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