O presidente trapalhão e seu circo dos horrores administrativos chegam a um fim.



Carlos Miguel Aidar não é mais presidente do São Paulo F.C.
Tivemos a confirmação de que ele entregou a carta de renúncia na tarde desta terça-feira, apesar de que todos já sabiam que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, já que, desde sábado, a notícia que isso aconteceria estava rolando.
O agora ex-presidente do Tricolor esteve a frente do clube por cerca de 1 ano e meio e ficou marcado por uma administração no mínimo desastrosa, com várias polêmicas fora de campo, que começaram logo nas primeiras semanas de seu mandato, A contratação do atacante Alan Kardec, que alguns, como o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, consideraram antiética foi a primeira. Depois disso tivemos várias outras declarações não muito populares: Disse que não liberaria PH Ganso ao Napoli nem por todo dinheiro da máfia italiana; disse que gostaria de contar com Kaká porque "é alfabetizado, tem todos os dentes na boca, é bonito e fala bem"; chegou a dizer que o Morumbi é ultrapassado, o que não é mentira, e que parecia com o Canindé.

Outra polêmica envolvendo ele aconteceu quando ele rompeu com Juvenal Juvêncio, que fora quem lhe apoiou na candidatura, preterindo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que era o principal concorrente da oposição para o cargo em favor do Sr. Aidar. Mal sabia ele que seria este seria o primeiro dos vários meteoros que o levariam à sua ruína.
O contrato com Cinira Maturana, sua namorada, que ganhava dinheiro com negócios que trazia ao clube; O negócio com a fornecedora de material esportivo, em que um intermediário receberia cerca  de R$ 18 milhões de comissão; a demissão de Alexandre Bourgeois, CEO contratado 3 meses antes com a missão de ajustar as contas do clube, com a alegação de falta de resultado, apesar de todos saberem que os planos de melhoria de gestão dele incluíam um grande corte no poder do presidente; a contratação, no mínimo duvidosa, do garoto Iago Maidana, com uma trama tão escabrosa que nem eu entendi direito como funcionou ainda; as diversas alfinetadas do ex-técnico do Soberano, Juan Carlos Osorio na má gestão e nos problemas internos; E por fim, sua última peripécia foi a briga entre ele e Ataíde Gíl Guerreiro, dois senhores de idade, num salão de hotel, sendo que o por quê de tal barraco ninguém tem certeza ainda. Fato é que após a briga, Ataíde foi demitido do cargo de vice-presidente de futebol, o que levou meio mundo de diretores a entregarem seus cargos, enfraquecendo o poder do mandatário, com medo de terem seus nomes e reputações abalados pelas acusações de corrupção que Aidar vinha sofrendo, principalmente do ex-vice de futebol.que alega, inclusive, ter gravações de conversas entre eles em que o ex-presidente lhe oferecia uma participação nos esquemas.
Agora com a renúncia, o presidente do Conselho Deliberativo, o próprio Leco, ficará no cargo como presidente interino e tem até 30 dias para convocar novas eleições, em que ele próprio pode se candidatar (o que muito provavelmente vai rolar).
O que nos resta agora como São-Paulinos, é esperar que quem quer que seja o próximo não seja tão problemático como o nosso antigo presidiário presidente.

PS: Enquanto escrevia este texto, recebi a notícia que, logo após a renuncia de Aidar, Ataíde Gil Guerreiro, juntamente com alguns outros diretores foram reintegrados ao quadro diretivo do SPFC.
Que Santo Paulo tenha pena de nossas almas tricolores...
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