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| (FOTO: Evaristo SA) |
Brasil e Iraque se enfrentaram na noite de ontem (07) em partida válida pelo grupo A das Olimpíadas Rio 2016. Assim como no primeiro jogo, contra a África do Sul, a Seleção Brasileira não conseguiu mais do que um empate contra o adversário e agora soma dois pontos.
Antes do inicio do jogo, logo quando foi divulgada a escalação brasileira, o torcedor teve sua primeira decepção e o principal receio. O time brasileiro entraria jogando com os mesmos onze titulares do empate na estreia. Esse foi o primeiro erro de Rogério Micale, técnico da Seleção Brasileira.
Mas houve um esperança. Tudo parecia estar nos conformes nos minutos inicias do jogo, quando Gabriel Jesus teve duas chances em dois minutos. O Brasil se movimentava mais, tocava melhor a frente, mas isso não durou muito. Aos onze minutos do primeiro tempo o time Iraquiano protagonizou seu lance mais perigoso na partida quando em um cruzamento o goleiro Weverton saiu mal e a zaga deixou o jogador adversário livre para cabecear, a bola bateu no lado de dentro da trave e afastada em seguida.
Dos doze aos vinte minutos, o jogo estava igualado e ficava a maior parte do tempo no meio de campo sem evolução. Neste momento os Iraquianos começaram a crescer no jogo e parecerem mais ofensivos do que o time brasileiro.
Neymar, capitão brasileiro era quem mais ameaçava os iraquianos nos dez minutos que sucederam o jogo. o camisa 10 havia efetuado três finalizações contra a meta adversária. A bola foi por cima do gol iraquiano na primeira oportunidade, na segunda o atacante estava impedido, mas deu trabalho ao goleiro em sua finalização, e na terceira, após bom cruzamento de Gabigol, cabeceou à direita.
A Seleção Brasileira mostrava um crescimento a partir dos 27 minutos do primeiro tempo. Ainda houveram mais três chutes, um de Zeca, outro de Gabriel Jesus e o outro, mais perigoso, de Renato Augusto que conseguiu atingir a trave. Ainda houve um princípio de confusão envolvendo Neymar, e a primeira etapa acabou do jeito que começou. 0x0.
Para o segundo tempo o time brasileiro voltou com uma alteração. Luan entrou no lugar de Felipe Anderson, que não conseguiu, ainda, repetir a mesma atuação que teve no amistoso antes dos jogos. Porém não alterou muito o jeito como a seleção jogava. Luan se movimentava mais que Felipe Anderson, mas também estava abaixo do que jogou no amistoso ou contra a África do Sul.
A segunda parte do jogo foi marcada pelo nervosismo da equipe brasileira que não conseguiu criar nada perigoso até os minutos finais, quando o Brasil arriscou um chute de longe e parou na defesa do goleiro adversário aos 32 minutos. Neste momento Rafinha já havia entrado no lugar de Gabriel Jesus, vaiado por todo o estádio. Esse foi mais um dos erros de Micale, assim como no primeiro jogo o meia não desenvolveu um bom futebol, a substituição não causara nenhum efeito no modo como a seleção jogava.
Impaciente, a torcida entoava o nome Marta pelo estádio, no sábado a Seleção Brasileira Feminina goleou a Suécia por 5x1 em mais um jogaço da camisa dez capitã do Brasil. No momento de maior impaciência um torcedor invadiu o campo e paralisou a partida por um tempo enquanto estava sendo retirado.
Rafinha ainda arriscou um chute, mas foi menos perigoso que o lateral direito William que entrou no lugar do lateral esquerdo Douglas Santos. O jogador arriscara um chute e criara aquele que foi o lance mais perigoso do Brasil no jogo aos 47 minutos quando fez uma jogada de linha de fundo e cruzou para o meio da área, a bola passou pelo goleiro e caiu no pé de Renato Augusto que isolara completamente. Segundo lance de gol sem goleiro perdido pelo Brasil em dois jogos.
O jogo acabou e sob vaias a Seleção Brasileira protagonizou aquele que foi seu lance mais feio na partida. Na saída de campo nenhum dos jogadores quis parar para falar com a imprensa, nem mesmo Neymar que é capitão da equipe (ele inclusive foi o primeiro a debandar). Nem no jogo do 7x1, nosso maior vexame na história das Copas, isso aconteceu. Não foi por vergonha ou por tristeza, foi por soberbia e arrogância de um time joga por jogar com a camisa de uma seleção pentacampeã.
O sonho do ouro ficou no travesseiro e não é lá que ele se realizará. Enquanto os jogadores não acordarem, estaremos fadados a mais um vexame.
Pra nossa seleção, depois de muito refletir, não darei nota.
BRASIL
Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos (William); Thiago Maia, Renato Augusto e Felipe Anderson (Luan); Gabriel, Gabriel Jesus (Rafinha) e Neymar
Técnico: Rogério Micale
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 7 de agosto de 2016
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Ovidiu Hategan (ROM)
Assistentes: Octavian Sovre (ROM) e Sebastian Gheorghe (ROM)
Cartões amarelos: Thiago Maia, Douglas Santos e Rodrigo Caio (Brasil); Ali, Luaibi, Kareem, Hameed e Tariq (Iraque)
Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos (William); Thiago Maia, Renato Augusto e Felipe Anderson (Luan); Gabriel, Gabriel Jesus (Rafinha) e Neymar
Técnico: Rogério Micale
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 7 de agosto de 2016
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Ovidiu Hategan (ROM)
Assistentes: Octavian Sovre (ROM) e Sebastian Gheorghe (ROM)
Cartões amarelos: Thiago Maia, Douglas Santos e Rodrigo Caio (Brasil); Ali, Luaibi, Kareem, Hameed e Tariq (Iraque)
O sonho do ouro ficou no travesseiro
Reviewed by Bruno Cassiano
on
17:32:00
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